Médico suspeito de negar socorro a bebê é transferido para presídio

Recém-nascido morreu; advogado do médico nega omissão.

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O médico Paulo Roberto Penha Costa, de 44 anos, preso na madrugada desta quinta-feira (1º) acusado de omissão de socorro a um recém-nascido, foi encaminhado para a Unidade Reginal Prisional de Pinheiro por não pagar uma fiança estipulada em 50 salários mínimos (R$ 28.620).

O advogado Lincoln Lima Sampaio, que representa o médico, informou que Costa não cometeu omissão de socorro.

“Foi achada a ampola de uma substância dentro da ambulância, que informa que a criança estava morta, possivelmente. Os atendentes que trouxeram [o bebê] de São Bento não entraram no hospital porque não tinham mais pressa”, disse o advogado.

O recém-nascido acabou morrendo na porta do Hospital Materno Infantil de Pinheiro, segundo os policiais que atenderam o caso e uma enfermeira que aparece em um vídeo gravado pelos agentes. Ela relata que, por conta da urgência, foi preciso encaminhar o bebê ao hospital mais próximo.

O médico foi levado à delegacia de Pinheiro para prestar esclarecimentos sobre a omissão de socorro e foi autuado por homicídio culposo.O delegado Carlos Renato disse que vai analisar imagens de câmeras de segurança e um laudo do Instituto Médico Legal (IML) para descobrir se o recém-nascido chegou morto ao hospital.

Em nota, o Hospital Materno Infantil de Pinheiro negou a omissão de socorro à criança e disse que o bebê já chegou morto à unidade.

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