Matéria sobre como anda o atendimento a saúde do IPSEMG. Personagem: José Luiz de Almeida Cruz, diretor de Saúde do IPSEMG. Data: 16-03-2017 Local: Sede do IPSEMG - BH - MG Crédito: Gil Leonardi/Imprensa/MG

Quem trabalha como servidor público do Estado de Minas Gerais já sabe como é difícil o Ipsemg, convênio que todos estes trabalhadores precisam pagar. Desde que foi criado, o desconto era obrigatório para todo mundo, foi só nos últimos anos que o servidor público pode optar em descontar em seu salário os 3,2%.

O valor carrega em si toda a carga de desgosto. Em pesquisas informais, é possível notar o quanto os pacientes estão insatisfeitos com o convênio. E não é para menos. Em casos de urgência, a espera para conseguir um leito chega a ser de até 72 horas. A fila para a realização de cirurgias tem pelo menos sete mil pessoas.

Segundo Alexandre Pires, presidente do Conselho dos Beneficiários do Ipsemg, um servidor público, ao chegar ao hospital do convênio, demora em torno de cinco a sete horas para ser atendido na urgência. Após ele ser atendido, caso constatado que ele deve fazer algum procedimento, fica em torno de 72 horas sentado em uma cadeira, esperando um leito para ser atendido.

Para quem não precisa ser atendido em casos de urgência e emergência, a espera é ainda maior. É o caso deste jovem de 24 anos, que preferiu não divulgar seu nome, e contou que no mês de julho/2017 tentou marcar em Betim uma consulta com uma médica, entretanto, ao ligar na clínica, se deparou que só conseguiria o atendimento nos próximos dois meses. O homem desistiu, mas, três meses depois voltou a tentar, dessa vez com sucesso. A decepção aumentou cada vez mais quando ele precisou fazer exames: faltam laboratórios em Betim que aceitam o Ipsemg.

Foi preciso marcar em locais de Contagem e Belo Horizonte, mesmo assim, com uma fila de espera de no mínimo um mês. O motivo para essa demora excessiva é que grande parte dos médicos e laboratórios trabalham com uma cota mensal de pacientes pelo Ipsemg e a regra é mantida a “ferro e fogo”.

Mas não são apenas os pacientes que reclamam contra o serviço de saúde, os médicos também estão entristecidos. O motivo é que o preço de cada consulta é drasticamente reduzido e há enormes atrasos no pagamento. O sentimento para eles é de desvalorização, afinal são muitos anos estudando na graduação e especialidades. Por isso, muitos profissionais de saúde e laboratórios tem abandonado o convênio.

O Ipsemg ainda não se pronunciou sobre o assunto.

DEIXE AQUI SEU COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here